A COBRA FUMOU
Os caminhos da guerra

Da política aos campos de batalha

25.334 brasileiros. Esse foi o número de homens enviados pelo Governo de Getúlio Vargas ao “teatro de operações” – local em que se travam as batalhas – durante a Segunda Guerra Mundial. Organizados em cinco escalões que partiram do Rio de Janeiro entre julho de 1944 e fevereiro de 1945, eles foram protagonistas de um feito histórico que alçou o Brasil à posição de primeiro país sul-americano a fparticipar de uma guerra em território europeu.

O ingresso no conflito mundial foi precedido de acontecimentos que viriam a romper a neutralidade mantida pelo Brasil desde o início do confronto travado entre Aliados (liderados pela União Soviética, os Estados Unidos e o Império Britânico) e as forças do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). O país ocupava papel estratégico dentro dos planos americanos, em decorrência de suas peculiaridades físico-geográficas e da influência que poderia exercer sobre seus vizinhos. O Governo brasileiro era alvo dos Estados Unidos, que exercia, desde 1939, seguidas pressões diplomáticas reivindicando a liberação do uso de portos e aeroportos do Nordeste brasileiro, considerados estratégicos para a defesa do Atlântico Sul e também para as operações de combate aos exércitos alemães que ocupavam o norte da África. O General Marshall, chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, chegou a visitar o país, em junho daquele ano, com o intuito de estreitar as relações entre as duas nações.

A estratégia do presidente americano Franklin Delano Roosevelt para superar a resistência isolacionista da região latino-americana foi colocar em prática uma aproximação baseada na política da “boa vizinhança” nas áreas econômica e de defesa militar. O presidente Getúlio Vargas considerou aquela situação como a chance de obter dos Estados Unidos recursos para o reaparelhamento das Forças Armadas brasileiras e também tecnologia e financiamento para a construção de uma grande usina siderúrgica nacional. O ataque japonês à base de Pearl Harbor, em dezembro de 1941, por sua vez, reforçou o jogo de interesses, com o governo Roosevelt condicionando a colaboração técnica e econômica almejada pelo Brasil ao seu envolvimento direto no conflito.

Getúlio Vargas manteve a neutralidade até meados de 1942, quando navios mercantes brasileiros foram torpedeados por submarinos alemães, provocando a morte de centenas de pessoas. O acontecimento desencadeou manifestações lideradas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela Liga de Defesa Nacional. A pressão externa, a comoção nacional e o próprio receio do Governo Vargas ante uma possível insurreição da “quinta-coluna” no país (célula do Partido Nacional-Socialista Alemão que atuava em países em guerra, ou em vias de entrar na guerra, preparando ajuda em caso de invasão ou fazendo espionagem e propaganda em favor do Eixo) levaram o presidente a romper relações diplomáticas com Alemanha e Itália, no dia 22 de agosto, e declarar estado de guerra através do Decreto nº 10.358, publicado nove dias depois. Atitude que se chocaria com a própria ideologia de seu governo.

A ruptura abriu espaço para a instalação, no Rio Grande do Norte, da base aérea de Parnamirim, considerada na época um símbolo da defesa do Hemisfério Ocidental e a maior base militar norte-americana fora do território dos Estados Unidos. Também foram instaladas bases navais em vários pontos do litoral brasileiro, destacando-se a capital pernambucana de Recife como centro do Comando do Atlântico Sul. No entanto, após as baixas do Marechal Rommel, comandante do destacamento alemão AfrikaKorps na África do Norte, onde auxiliava as forças italianas a enfrentar o exército britânico, os interesses americanos sobre as bases nordestinas diminuíram bastante. Assim, surgia o plano de mobilizar um contingente brasileiro para lutar nos campos de batalha europeus, ao lado dos norte-americanos.

A ideia de criar uma força militar brasileira para participar do conflito começou a ser moldada no início de 1943. Em março deste mesmo ano, o presidente brasileiro aprovou proposta do Ministro de Estado da Guerra, General Eurico Gaspar Dutra, para criar uma força expedicionária, mas com a condição de que o país fosse abastecido pelos Estados Unidos de todo material bélico necessário. A Portaria Ministerial nº 47-44, publicada no dia 9 de agosto de 1943, aprovou instruções aos comandantes das 1ª, 2ª, 4ª e 9ª Regiões Militares e às Diretorias das Armas, de Material Bélico, de Saúde, de Engenharia, de Moto-Mecanização e de Intendência para a criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Seu comando foi entregue ao General João Batista Mascarenhas de Moraes.

A decisão de criar a FEB demandou sua rápida estruturação. Oficiais brasileiros foram enviados aos Estados Unidos com o intuito de conhecer métodos e táticas militares empregados pelas tropas norte-americanas. O breve treinamento dado aos pracinhas antes do embarque substituiu a formação francesa, usada pelo exército brasileiro desde a Primeira Guerra Mundial. No final de 1943 decidiu-se o destino das tropas brasileiras: a Itália. No dia 30 de junho do ano seguinte, o 1º escalão da FEB embarcou com destino às terras italianas. Até fevereiro de 1945, mais quatro contingentes, transportados em navios norte-americanos, fariam esse mesmo trajeto.

Incorporados à 5ª Companhia do Exército Americano (integrante do décimo Grupo de Exércitos Aliados), os pracinhas receberam a missão de impedir o deslocamento alemão para a França, onde se preparava a ofensiva final das forças aliadas. Era preciso manter constante pressão sobre as tropas nazi-fascistas. E foi isso que os brasileiros fizeram, mesmo enfrentando um inverno rigoroso, as dificuldades de um ambiente hostil e, muitas vezes, a falta de preparo militar. Converteram-se em protagonistas de batalhas históricas em localidades como Massarosa, Camaiore, Monte Prano, Castelnuovo, Montese e Monte Castelo, contrariando a descrença de seus próprios conterrâneos, que insistiam em afirmar que era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra.

Crédito: Arquivo Histórico do Exército Brasileiro

Como a FEB vivia na Itália

As instruções do Ministro de Estado da Guerra General Eurico Gaspar Dutra para a organização da Força Expedicionária Brasileira determinaram que a FEB fosse constituída pela 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE) e algumas unidades não divisionárias.
Seguindo os moldes táticos adotados pelo Exército dos Estados Unidos, que foi responsável pelo treinamento de oficiais e soldados brasileiros antes e depois da chegada à Itália.

A DIE teria sua força de combate dividida em três Regimentos de Infantaria (RI): o 1º RI (Regimento Sampaio, sediado no Rio de Janeiro – RJ), o 6º RI (Regimento Ipiranga, oriundo de Caçapava-SP) e o 11º RI (Regimento Tiradentes, procedente de São João Del Rei – MG). Completavam sua estrutura um Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado, quatro Grupos de Artilharia de Campanha (a Artilharia Divisionária), um Batalhão de Engenharia, um Batalhão de Saúde, as Companhias de Transmissões (Comunicações), de Manutenção, de Intendência e de Polícia, além de pequenas unidades de serviço, como uma agência do Banco do Brasil e os componentes do Pelotão de Sepultamento.

A Artilharia Divisionária, equipada pelos norte-americanos ao chegar na Itália, era formada por quatro Grupos de Obuses (espécie de canhão). Cada um deles era dividido em três baterias, de quatro canhões. A Artilharia tinha como auxiliar o Esquadrão de Ligação e Observação, que usava aviões pequenos e frágeis para monitorar, por via aérea, os alvos a serem atingidos por ela.

“Sem farinha, arroz e feijão a gente come, mas não almoça nem janta!”. Com essas palavras, Rubem Braga – jornalista correspondente do Diário Carioca na guerra – descreve a reação geral que a alimentação norte-americana provocou entre os soldados brasileiros.

As rações foram pensadas e desenvolvidas pelo Dr. Ancel Keys, fisiologista da Universidade de Minnesota, a pedido do Departamento de Guerra dos EUA, responsável por fornecer a comida aos brasileiros e americanos. Na retaguarda, havia cozinha para preparo de alimentos das tropas. Mas os militares que estavam na frente de batalha não podiam voltar a qualquer momento, então levavam as rações de guerra. O historiador e bacharel em gastronomia pela Universidade Federal da Bahia, Luciano Meron, estudou os três tipos de rações:

Rações K: eram pequenas caixas de papelão impermeabilizadas que acondicionavam uma refeição, podendo ser breakfast (matinal), lunch (almoço) e dinner (jantar). Normalmente, havia uma lata com uma mistura de ovos ou verduras, um doce de fruta, uma bebida em pó (chocolate, café ou limonada), torrões de açúcar, dois biscoitos, chicletes e cigarros;

Rações C: pequenas latas fornecidas sempre aos pares, conhecidas pelos veteranos como a “pesada” e a “leve”. Possuía três variações: feijão branco com carne, carne com batatas amassadas e carne com verduras. A outra lata era recheada com bolachas, balas ou chicletes, uma bebida em pó (como na ração K), açúcar e, eventualmente, cigarros ou papel higiênico;

Rações B: produzidas em cozinhas de campanha, continham muitos alimentos pré-preparados. Entre os ingredientes estavam carnes congeladas de aves, porco e boi; verduras e legumes desidratados; pães, geleias, manteiga e doces de frutas em calda; ovos, leite em pó e sucos.


Na foto, pracinhas brasileiros almoçam sobre jipe. Mas nem sempre podiam parar para as refeições, por isso carregavam as “rações de guerra”.

Crédito: O Resgate da FEB


Cada soldado possuía um kit com uma marmita de alumínio como esta, utilizada pelo pracinha João Mineto.

Crédito: Acervo pessoal João Mineto

A FEB enfrentou uma série de dificuldades logísticas ao chegar na Itália. Uma delas referia-se às vestimentas dos expedicionários. Nem mesmo a visita de uma comissão de oficiais brasileiros aos campos de batalha antes do embarque dos primeiros pracinhas, com o intuito de conhecer as condições do ambiente de guerra, ou o Plano de Uniformes expedido pelo Governo de Getúlio Vargas, em 20 de março de 1944, foram suficientes para prevenir a situação.

Enquanto o documento oficial assinalava que “as exigências gerais da guerra extracontinental e as condições de clima e terreno, em particular, determinavam modificações nas peças de fardamento” usadas pelo Exército brasileiro, relatos como o do General Mascarenhas de Moraes, em seu livro de memórias, evidenciam que elas não foram suficientes para enfrentar a dura realidade das gélidas montanhas italianas. Segundo o General, os uniformes, calçados e agasalhos dos pracinhas brasileiros eram inapropriados ao clima frio da região norte da Itália. E coube aos órgãos logísticos americanos incumbir-se do papel de oferecer todo material que faltava às tropas brasileiras.

Os uniformes da FEB tinham cores distintas, como o verde oliva e o “reed green”. Este último, por ser semelhante ao fardamento usado pelos alemães, levou muitos moradores locais a confundirem os primeiros pracinhas a desembarcarem em solo italiano com aqueles que chamavam de “tedescos” (referência aos inimigos alemães).

Também era característica dos uniformes da FEB a insígnia da cobra fumando bordada em sua manga. O capacete de fibra coberto por outro de aço completava o traje dos soldados.

Crédito: Sandro Farias Brandião

Após partir do Brasil portando apenas os apetrechos básicos que seriam utilizados no dia a dia dos campos de batalha, os escalões brasileiros foram equipados pelos norte-americanos com armas que seriam empunhadas durante o conflito contra as tropas nazi-fascistas. A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE) reproduzia fielmente o modelo de organização americano e operava com 66 obuses e 144 morteiros, 1.156 pistolas calibre 45, 500 metralhadoras, 2.287 armas anticarro (13 canhões, 585 bazucas e 1.632 lança-granadas), 11.831 fuzis e 1.410 viaturas motorizadas. Com isso, a divisão tinha condições de atacar numa frente de batalha de até 6 quilômetros.


A região de Bauru em tempos de guerra

No Brasil, a população acompanhava os desdobramentos do conflito, por meio das notícias publicadas em jornais e programas radiofônicos da época. Alguns veículos chegaram a enviar correspondentes ao front. Se as notícias eram fonte de angústia em muitos momentos, também serviram de alento quando veio o comunicado do fim da guerra.

No dia 8 de maio de 1945, os sinos das igrejas tocavam sem cessar e uma multidão tomava as ruas centrais das cidades. Esse era o cenário na região de Bauru enquanto a famosa frase “o Füher morreu! Terminou a guerra! Terminou a guerra! Terminou a guerra!” ecoava na voz de Heron Domingues, o Repórter Esso da Rádio Nacional. E havia muito motivo para tamanha felicidade e comemoração no chamado “Dia da Vitória”. Principalmente para os familiares dos brasileiros que combatiam em campos europeus.

A igreja Santa Teresinha recebeu missa em comemoração pelo término da guerra. A população da região lotou a paróquia localizada no Centro de Bauru.
Crédito: Arquivo pessoal Luciano Dias Pires

O jornalista e historiador Luciano Dias Pires era adolescente na época e lembra com detalhes as dificuldades que a maior guerra da história trouxe para os habitantes da região. Ele recorda o racionamento de carnes e pães em função do rompimento de relações diplomáticas do Brasil com os países do Eixo, o que impediu a importação de produtos como o trigo. A solução do governo foi criar o que ficou conhecido como “pão de guerra”, que substituía o ingrediente por farinha de milho.

O historiador lembra que os bauruenses, além de terem que esperar em grandes filas para conseguir o pãozinho, deviam respeitar o número limite de unidades que cada pessoa poderia comprar. A medida foi uma tentativa de evitar que muitas famílias ficassem sem o alimento.

Outro item que sofreu grande racionamento foi a gasolina. A crise do petróleo obrigou os motoristas da região a adaptarem seus veículos para utilizarem gasogênio, gás obtido por meio da queima de carvão. Isso exigiu que instalassem grandes latões nas traseiras dos carros para comportar o combustível.

Quatro mortos em combate
Segundo a 6ª Circunscrição de Serviço Militar (unidade que coordena o Serviço Militar na região), o número de pracinhas que partiram de Bauru e região é incerto. A estimativa é de que, apenas de Bauru, trinta e oito foram defender a FEB.

Entre os bauruenses, houve duas mortes: o soldado Rodrigo Leme da Silva (do 1º Regimento de Infantaria), que morreu em 24 de novembro de 1944 na cidade de Palazzo, e o cabo Antônio Alves Belmont (do 6º Regimento de Infantaria), que sofreu um acidente na cidade de Crossiano em 24 de março de 1945.

Outro que faleceu em combate foi o 2º Sargento Andirás Nogueira de Abreu, natural de Agudos, em 29 de abril de 1945. Seu corpo foi encontrado em Collechio. Dos brasileiros que partiram de Botucatu, o soldado Almiro Bernardo (do 11º Regimento de Infantaria) faleceu em 12 de dezembro de 1944, em Monte Castelo. Ele participou de uma patrulha próxima ao Monte, na qual todos morreram atingidos pelo bombardeio alemão. Seu corpo, junto com os demais, só foi encontrado após a conquista de Monte Castelo. Alguns dos corpos estavam em posição de combate, o que leva a crer que lutaram até o último tiro. Eles ficaram conhecidos como “os 17 de Abetaia”, referência ao número de mortos e à região onde foram encontrados

Famílias dos pracinhas recebiam auxílio de entidade
A ligação entre os pracinhas brasileiros e seus parentes e amigos recebia apoio da Legião Brasileira de Assistência às Famílias dos Pracinhas (LBA). A entidade criada por Darcy Vargas, esposa do então presidente Getúlio Vargas, possuía sedes em algumas cidades brasileiras, incluindo uma unidade na praça Rui Barbosa, ao lado do Automóvel Clube, em Bauru.
Segundo Luciano Dias Pires, a LBA intermediava principalmente o envio de cartas, roupas, doces e cigarros para a Itália e também recebia as correspondências dos pracinhas para os familiares. O historiador lembra que muitas cartas foram rasuradas pelo Exército para evitar que, em caso de extravio, inimigos pudessem ter detalhes da localização dos brasileiros.

Outra responsabilidade da LBA, que em Bauru era coordenada pela poetisa Semiramis Mourão de Almeida, foi a Sociedade Creche Berçário Rodrigues de Abreu, cujo atendimento se voltava aos filhos dos combatentes. Após a guerra, a LBA encerrou suas atividades, mas a creche continua a existir até hoje, atendendo crianças bauruenses. Atualmente, existem duas sedes, sendo uma no Centro de Bauru e outra no Jardim Redentor.

Bauru era local de treinamento da FAB
Durante a Segunda Guerra Mundial, Bauru teve importância estratégica para a Força Aérea Brasileira (FAB). Em função do céu claro e limpo, a cidade foi escolhida como ponto de treinamento da FAB. Bauru recebia as atividades no período noturno. Com os aviões sobrevoando em baixa altura, os habitantes da região tinham a sensação de viverem a guerra.
Na época, duas unidades da FAB foram enviadas para a Itália: o 1º Grupo de Aviação de Caça, o Senta a Pua!, e a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO). Na composição da equipe, havia um bauruense que, aliás, prestou significativa contribuição para a FAB.

Aviador bauruense foi condecorado pelos Estados Unidos
Formado pelo Aeroclube de Bauru, o segundo-tenente-aviador Arnaldo Vissoto combateu na Itália pela Força Aérea Brasileira (FAB), como parte da 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO). A função do bauruense era sobrevoar e fotografar as tropas inimigas, com o objetivo de registrar suas movimentações.

O aviador realizou 64 missões, segundo a Força Aérea Brasileira, e foi condecorado na cidade de Alexandria por sua bravura e sucesso na batalha. Assim que chegou a Bauru, em 1945, Vissoto foi recebido com muita festa. Uma multidão aguardava o bauruense em frente à estação ferroviária. Após a chegada, ele desfilou pela rua Batista de Carvalho e discursou no coreto da praça Rui Barbosa, ao lado de personalidades da cidade, como o professor Guedes de Azevedo.

O aviador Arnaldo Vissoto cumpriu 64 missões na Itália. Ele foi condecorado pela United States Air Force (Força Aérea dos Estados Unidos) pela bravura na batalha.

Arnaldo foi recebido por uma multidão na estação ferroviária de Bauru.

O aviador desfilou pela Rua Batista de Carvalho, importante centro comercial de Bauru.

No final do desfile, Arnaldo Vissoto contou suas experiências na guerra em discurso realizado no coreto da Praça Rui Barbosa. Ele estava acompanhado de autoridades da região, como o professor Guedes de Azevedo.

Crédito: Arquivo pessoal Luciano Dias Pires

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